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Anibal Alves

Nasci em 1941 sob a noite escura do fascismo salazarento e logo após a adolescência, no desabrochar da juventude, fui marcado com o ferrete da guerra colonial. Por ter nascido em bucólico ambiemte, onde a abelha suga o mel, um sonho nasceu: escrever um livro. Aos 63 anos, após arrumar a ganga, prisioneiro dessa fantasia mas livre nos passos, comecei a erigir da utopia a realidade presente e neste momento, no limiar dos 70, este é o?8º livro a par de umas dezenas de contos. Foi também o afã de me livrar do tédio, que me ajudou a escrita. Outro dos fitos que me levou a escrever, é o de acordar aqueles que neste momento da vida, já desistiram: já não se aborrecem, não se indignam, não choram; nada mais fazem, somente esperam o tempo passar. Perderam a capacidade de reagir e de sonhar.?A esses que se limitam a assistir à própria decadência física e intelectual informo-os que o tempo é simplesmente uma medida que está dentro de nós mas não está em relação connosco! -- Anibal Alves