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Nuno Firmino

Nasceu poeta na década de setenta. Por dom de Deus imortaliza-se todos os dias em textos poéticos. A sua escrita, como um recôndito cometa, atravessa um halo de oxigénio, revelando-se imortal na sua sucessiva natureza. O percurso do Nuno Firmino revela-nos um rastro próprio da poesia: a paisagem e antropologia ecológica alentejana (génese); a música (presença da entidade); e, finalmente a escrita (a revelação). Escritor português ou de Portugal? Depende do entendimento que fizermos da lapidar frase de António Vieira «para nascer Portugal, para morrer todo o mundo». Talvez a resposta esteja no facto de os seus escritos deixarem transparecer a presença espiritual de um «império dos sonhos» ou do Espírito Santo, do educador Agostinho da Silva. Aliás, a presença constante do Nuno na web manifesta o alvor desse tempo-futuro, onde o entusiasmo dos humanos reflectirá a sua poesia, arte e amor ao próximo. Com uma poesia de saudade numa escrita-maravilha, nas suas páginas web,- «Montinhos de Luz», «Atelier da Palavra» e «Diário de quem sou»,- Nuno Firmino descarrega na língua-pátria de Camões a sensualidade e beleza, como um sentido universal ao qual todos os humanos estão agregados. Assim são os textos que este eremita da nossa língua nos apresenta nesta terra-planeta. Admirador confesso de Paulo Coelho, o grande alquimista da escrita, ele é também um interminável contador de belas histórias e construtor de aforismos. Este generoso escritor e sua produção são intermináveis porque o Nuno nasceu poeta e sua escrita brota do jardim da perfeição onde as musas fecundam os grandes escritores da língua portuguesa.  
Chagas Vinagre, Fevereiro de 2009