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Cantigas de Saudade

  • Autor: Higino do Vale Carvalheira
  • Estado: Público
  • Nº de páginas: 32
  • Tamanho: 210x297
  • Miolo: Preto e branco
  • Paginação: Colado
  • Acabamento da capa: Brilho
  • Downloads: 417
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São cantigas: Umas de amor, outras de amigo, mas nenhuma de mal dizer; e, se alguma há que diga mal, aqui não tem lugar. De quase todas elas, o autor não sou eu; de muitas, nem sei quem seja. É evidente que alguém nas fez…Mas quem?...A verdade é que não têm um só autor, mas muitos autores; quase todas elas são, desde há muito, conhecidas; nem sempre iguais nas letras, porque foram alteradas ao longo dos anos, com palavras novas, e até versos novos, pelos diversos autores: Uns, que as fizeram e cantaram; outros, que apenas as cantaram. Muitas estarão publicadas e algumas com as desigualdades que, pelos tempos, foram sofrendo. São como os contos, com pontos acrescentados ou modificados. Àqueles que as considerarem suas, aos «donos», peço licença para aqui as pôr: ao Hilário, ao Menano, ao Anarolino, ao Luís Góis, ao Augusto Camacho, ao Veiga (Nani), ao Bettencourt, ao Almeida Santos, ao Machado Sares, ao João Farinha, ao Ângelo Araújo, ao António Bernardino (Berna), ao José Afonso (Zeca), ao António e ao João Afonso, ao Hilário Enamorada, ao Fernando Carvalho, ao Nunes, ao Rolim, ao Armando Goes, ao Marques Batoque, ao Dias Ferreira, ao Sanches da Gama, aos «que Deus já lá tem», aos «que ainda cá se encontram» e a tantos outros, cujos nomes não recordo. Destas cantigas, poucas são as minhas, deles são quase todas elas; não as quero roubar, quero dá-las a conhecer, «gratuitamente», a quem as não conhece. São património da Humanidade, são CANTIGAS DE SAUDADE, cantadas em sítios escolhidos; alguns, nelas referidos, outros em qualquer casa, em qualquer local: na Lapa, no Choupal, ou nos Penedos; numa «República», ao fundo duma Janela, à Porta duma Catedral. São cantigas, são canções em quadras, em quintilhas, em sextilhas e doutros modos, variadas na letra e na métrica. São versos espalhados pelo Mundo, são letras, todas elas dum Fado feito de Saudades, dum Fado que não tem Dono, do Fado duma «Academia Secular», cantado ao cair da noite, o «Fado de Coimbra». É certo que dezenas de autores têm falado sobre o «Fado de Coimbra», mas não foi narrar a história do Fado de Coimbra, o que me propus; o meu tema é outro: São as Cantigas desse Fado, ímpar no Mundo, que aqui deixo, (aquelas que sei de cor, porque há muitas mais que eu não conheço, e nem admira, porque são tantas e tantas! …): É o deixá-las contar, livremente, os seus segredos; é o ter saudades da Saudade.

«Não façam caso», abram caminho, deixem passar, que levo às costas noventa anos de idade, com mais de sessenta a curtir Saudades.

No «antigamente», e eu sei-o muito bem, só os homens cantavam o «Fado de Coimbra»; agora há muitas mulheres a cantá-lo. Acho bem: «cantigas de amor», «cantigas de amigo», deles ou delas, todas são «CANTIGAS DE SAUDADE». Que haja, portanto, «liberdade, igualdade e fraternidade».

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