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DANIPINHEIRO

Por que eu tinha escolhido aquela vida vazia, opaca, meu Deus! Que é que eu tinha na cabeça E que coisa estúpida responsabilizar o destino pelo caminho que tomei. Era um silêncio! Deus parecia não me ouvir. Ah, se eu ficasse sempre calada e imóvel, sempre, durante os dias, meses e anos, sem dizer nada e sem nada fazer. Mas para isso seria preciso que eu morresse. Essa passividade absoluta só quem dá é a morte. Então, perguntei a mim mesma, com medo de obter uma resposta demasiadamente honesta: Desejo mesmo morrer Vou, de agora por diante, desejar a minha própria morte Esse raciocínio desenvolveu-se até outra pergunta mais perturbadora: Eu seria capaz de acabar com a minha própria vida Meu Deus, que coisa horrível! Tive vontade de rezar, mas não completei a oração, ficou no começo. Mentalmente, eu dizia: Minha Nossa Senhora Aparecida, minha santinha. Depois para confortar, para livrar-me daquela angústia, pensei: Eu não quero morrer! Eu não seria capaz de tirar a minha própria vida. Eu nunca me mataria.



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