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Pedro Leitão Pais de Vasconcelos

A queda de um grupo de empresas composta por um dos maiores bancos privados do país, que incluía várias empresas do sector industrial e comercial, considerados mesmo como os financiadores do Estado. Encabeçado por um dos maiores banqueiros do país, com relações privilegiadas com toda a elite política e económica, e com acesso direto ao chefe do Governo.

Um Banco Central que nada conseguiu contra este grupo, tendo sido infiltrado pelos membros do grupo, que integravam mesmo o conselho de administração do Banco Central.

O falhanço de negócios financeiros e comerciais que o grupo de empresas tinha além-mar, leva sua própria falência ameaçando a falência de todo o Estado, com repercussões em empresas de vários países europeus e da américa latina.

A resposta passou por aprovar legislação para punir os chefes do grupo empresarial. E por esconder tudo o que havia sucedido com o Banco Central, de modo a que ninguém soubesse que os negócios entre o grupo empresarial e o Banco Central tinham colocado o próprio Estado margem da bancarrota.

A resposta passou também por deixar falir um outro Banco e culpá-lo de todo o sucedido. Banco este que teria sido fácil de salvar, mas que, ao cair, arrastou consigo inúmeras empresas e mesmo outros bancos, agravando a confiança do público no setor bancário.

Tudo foi precipitado pelo afundamento de um navio carregando um tesouro, nas águas do Algarve, em 5 de outubro de 1805.

Esta é a história dos acontecimentos da crise de 1805 em França. Das relações entre Ouvrard, Récamier e Napoleão, que conduziram aprovação do Code de Commerce de 1807 e que ajudam, não só a explicar a razão da apressada aprovação do primeiro dos Códigos Comerciais, como ajuda a melhor compreender as soluções nele incluídas, muito especialmente em matéria de insolvência.


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