Calendario 23 / Fevereiro / 2018 Cantidad de comentario Sem comentários

Quantas vezes lhe aconteceu começar a corrigir o seu livro e aperceber-se que nunca fica como gosta? Se se identifica com esta sensação, é provável que já se tenha deixado cair na armadilha do perfeccionismo.

Muitos autores cedem à tentação de corrigir repetidamente as suas obras, correndo o risco de acabar na distorsão do conceito central da obra ou de adiar indefinidamente a sua finalização.

É um problema que se pode tornar sério – são inúmeros os livros com uma trama interessante que nunca chegam a vir à luz devido à indecisão dos seus autores.

 

A armadilha do perfeccionismo – como se ultrapassa?

 

Em que deve consistir a correção de um livro?

 

É habitual a assumpção de que corrigir um livro consiste apenas em rever a acentuação, pontuação ou gralhas, mas o facto é que o processo é muito mais amplo do que a questão ortográfica.

 

Para além da revisão formal e da adequação da mensagem (estrutura, registo e temática) ao target, a correção de estilo abrange também o polimento do léxico, o bom uso da gramática e a fluência do discurso.

 

Como lidar com o perfeccionismo na correccção?

 

Não há um modo universal de corrigir. Na Bubok sugerimos-lhe que deixe a correção apenas para quando o livro estiver finalizado, fazendo-o do seguinte modo:

 

– Uma primeira leitura completa para eliminar todos os erros ortográficos e gramaticais que haja no corpo do texto.

 

– A segunda leitura, logo que estejam polidos os erros superficiais, destinar-se-á a avaliar o estilo narrativo, adequando-o ao target e vigiando a clareza do discurso (evitar, por exemplo, frases inconclusivas ou parágrafos repetitivos que desmotivem o leitor).

 

– Por último, a grande correcção final, que não deve fazer-se até que as duas anteriores se concluam. Pela sua relevância, é inclusive recomendável que o autor se distancie um pouco do seu livro – um período de pousio de alguns dias ou semanas até que possa olhar para o resultado com maior lucidez, prestando atenção a eventuais erros que lhe tenham passado despercebidos nas fases preliminares.

 

A armadilha do perfeccionismo – como se ultrapassa?

 

Que fazer quando o perfeccionismo se transforma em obsessão?

 

Se verificar que depois das três fases anteriores continua a repetir incessantemente as correções, poderá ter um problema.

 

Para o resolver, tem duas opções. Uma, mais exigente, será isolar o manuscrito por um longo período até nova leitura, e dar a uma terceira pessoa a possibilidade de validar as emendas que desejar fazer.

 

A segunda, menos comprometedora, envolver recorrer a serviços profissionais de revisão, nos quais a terceira pessoa que corrige o texto tem bases científicas de ortografia e estilo literário, garantido o melhor resultado possível.

 

Esperamos tê-lo conseguido ajudar a sair de um eventual bloqueio na pior fase – quando aparentemente tudo está feito, mas o autor não está satisfeito. E não se esqueça: estamos ao seu dispor em todas as fases!

 

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