Calendario 24 / Outubro / 2019 Cantidad de comentario Sem comentários

Há pouco soubemos das recentes publicações das biografias das famosas Demi Moore, Julie Andrews e Carly Simon. EvidentementDemi Mooree, as vendas foram e continuam a ser boas porque o público sente atração por saber das vidas bem vividas. Das vidas com feitos interessantes e inesquecíveis dentro de um universo comum. A vida de Carly Simon pode-nos resultar fascinante, arriscada e única. Ela é uma personagem vinda do Manhattam dos milionários. Fez sempre uma rotina de glamour. E sim, sem dúvida alguma, a sua vida merece ser contada. Pessoalmente acho uma história atraente e singular a sua.

Mas também há biografias de gente não conhecida que merece ser contada. Há histórias anónimas que nos deixam pensativos, ou chorando baba e ranho…, ou alterados pela raiva… há muitas pessoas com coisas para contar.

Há uns anos li a biografia duma mulher espanhola que fugiu para a Argentina com a guerra civil e depois de uma vida no país americano a ditadura arrebatou-lhe a praticamente toda a sua família. Foi escrita por um jornalista, mas a história parece contada em primeira pessoa pelo alto nível de detalhe. Fiquei comocionada e abatida pela vida desta mulher forte à força. Lembro pensar que a escrita do jornalista não era a melhor do mundo; não havia muita arte na forma de como a história estava a ser narrada… mas a vida desta pessoa foi tão singular, que li página a página como se fosse um prémio Nobel. O livro é “Esperanza”, escrito por Jesús M. Santos e editado por Roca Editorial.

A importância histórica das biografias anónimas é incomensurável. Todos temos uma história que merece ser contada, e também, todas as histórias têm o seu público alvo.

Existem basicamente duas tipologias de biografia:

 

Autobiografias – Onde a personagem principal é ao mesmo tempo, quem escreve a história.

É um género complicado porque não todas as pessoas têm o dom da escrita, ainda que sim tenham uma boa história para contar. A implicação sentimental nos feitos narrados pode ser uma arma de dobre fio e o texto corre o risco de ficar repetitivo ou excessivamente detalhado. Não obstante, quando a autora da auto biografia é uma profissional da escrita, não pode haver melhor opção. Ninguém conta melhor as suas experiências que um próprio.

O PRAZER AGRIDOCE DA VITÓRIANa Bubok Portugal temos um exemplo muito giro: O prazer Agridoce da Vitória de Raimunda Cardoso Almeida Filha .

Esta história conta como Ester construiu a sua vida, a sua caminhada e a fez sempre de mãos dadas com uma FORÇA que brotava do seu interior, dando-lhe coragem e ideias para superar barreiras.

Por mais que superasse as barreiras, a vida lhe lançava novos e novos desafios, mas desistir não constava nos planos de Ester.

Desde um tio que não devia sequer fazer parte da família, a passagem pelo Convento de Freiras, a vontade de estudar para poder dar uma vida confortável as filhas, a força de mostrar o caminho a uma filha perdida e o encontro da pessoa amada em Portugal, tudo é real e poderoso.

É uma história real, de uma pessoa real, que passou por dificuldades reais sem nunca dar um passo atrás.

Uma lição de vida!

Na Bubok USA temos um grande clássico das auto biografías! : “Jane Eyre. An Autobiography” by Charlotte Bronte.

There was no possibility of taking a walk that day. We had been wandering, indeed, in the leafless shrubbery an hour in the morning; but since dinner (Mrs. Reed, when there was no company, dined early) the cold winter wind had brought with it clouds so sombre, and a rain so penetrating, that further out-door exercise was now out of the question.

 

E também na Bubok Colombia temos um exemplo muito curioso desta tendência autobiográfica: Revelaciones de un espía de Jaquelín Gutierrez.

De auxiliadora de la guerrilla a perseguida. Esta es la historia de la Felina, una mujer colombiana que, valiéndose de su liderazgo natural, se infiltró en un grupo guerrillero a mediados de los ochenta.
Camuflada como estudiante universitaria y cantante de folk, recorría selvas, mesetas y llanos para llevar mensajes cifrados cuyo significado casi siempre desconocía. La inocencia de su juventud le impedía ser consciente del peligro que corría, aunque la Felina siempre se las arreglaba para cumplir cada misión.
Años después, ya fuera de la guerrilla, descubre una cara muy distinta de la organización y decide emprender una lucha sin cuartel contra quienes habían sido sus camaradas. La Felina, escurridiza como siempre, pudo escapar de su persecución y nos relata su historia en estas páginas.
Revelaciones de una espía es una novela autobiográfica que retrata muchas de las experiencias de su autora. Una historia cargada de drama, traumas, muerte y supervivencia.

– Biografias escritas por escritores profissionais, biógrafos ou jornalistas:

São as vidas contadas por encargo, ou por admiração da pessoa que escreve pela vida da personagem protagonista. Todas as biografias históricas entram, evidentemente, neste apartado.

Temos um exemplo maravilhoso na Bubok Espanha: La epopeya de “El Chato” de Juan Manuel Menéndez de las Heras

Jaime Menéndez El Chato nació en Sobrerriva, Cornellana, Salas, en 1901. Con 18 años emigró a Cuba. En 1925, ya en biografiasNueva York, se convirtió en el primer español en formar parte de la prestigiosa redacción del New York Times, primero como redactor de deportes y posteriormente como experto en política internacional, formó parte, por tanto, de la generación del 27 y conoció a personajes de la talla -bueno, talla, talla, alguno no la daba- de Dolores Ibárruri, María Teresa León, Federico García Lorca, Rafael Alberti, Ernest Hemingway o Joseph Paul Goebbels. En 1932, ya en Madrid, escribió en las publicaciones más relevantes. Publicó su primer y exitoso libro Vísperas de Catástrofe y llegó a dirigir el diario El Sol en 1938. Fue hecho prisionero -al finalizar la guerra-, en el campo de concentración de Los Almendros (Alicante), por luchar por la legalidad vigente exclusivamente con su pluma. Anduvo cinco años por diferentes centros penitenciarios y fue pionero de la lucha antifranquista en la prensa española desde sus atalayas de la embajada de EE UU en Madrid y del diario España de Tánger.

Seja como for, escrito por uns ou outros, as vidas contadas são vidas que permanecem. Por isso, animamos as nossas autoras e autores na Bubok a escrever sobre si próprios. ou sobre a gente que admiram. Queremos ler o passo do tempo através da vida dos outros.

 

Olga Pastor para Bubok.pt

 

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