Calendario 13 / Novembro / 2013 Cantidad de comentario Sem comentários
autor Antonio Sa _auto retrato

Quem é o autor António Sá?

António Sá mantém actualmente alguns blogues diferenciados. Publicou no passado alguns livros de prosa, de que destaca a trilogia ficcional “Viagem a um novo campo de estrelas”, constituída pelas novelas “Meio-irmãos” (1988), “Novo drama” (2003) e “Reencontro” (2009). Nasceu em Angola (Huambo, 1949) e cursou Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa.

Publicou na Bubok o livro “Famílias na guerra”. De que trata o livro?

“Famílias na guerra” trata de um episódio ocorrido num lapso temporal de três anos (1988-1990) durante a Guerra Civil que devastou Angola por longo tempo. Em confronto, dois movimentos desavindos pós-eleitoralmente: o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

É uma história real, ficcionada ou ambas?

História desencadeada na imaginação do autor após ouvir o relato do episódio vivido pelo protagonista, que deu um testemunho circunstanciado, seguido de múltiplas entrevistas e revisões conjuntas de texto.

O que o levou a escrever este livro?

Vários factores intervieram para que o autor se decidisse a redigir este relato, entre eles: o acaso de ter sido professor do rapaz que viveu as situações e as relatou; e o facto de o autor ser natural de Angola, embora não da região onde os acontecimentos têm lugar.

“Escrevo desde há pelo menos trinta anos: poemas, textos de pequeno formato, novelas. Sem urgência em publicar”

 

Desde quando é que se dedica à escrita?

Escreve desde há pelo menos trinta anos: poemas, textos de pequeno formato, novelas. Sem urgência em publicar. No entanto, alguns livros têm sido impressos, desde a última década do século passado.

Tem algum ritual para escrever?

Escreve a partir de notas breves tiradas ao acaso dos dias. Senta-se em cafés, bibliotecas, a desenvolver manuscritamente essas notas e a construir sequências narrativas. Depois processa essas páginas de cadernos, imprime o texto para o rever e reescrever.

“A melhor parte da escrita foi o investimento de viver na imaginação esses dias turbulentos”

 

Qual a melhor parte de ter escrito o livro “Famílias na guerra” e da sua publicação?

A melhor parte da escrita foi o investimento de viver na imaginação esses dias turbulentos, essa vida insegura e errante na mata, na floresta, esses momentos de relativo repouso em remotas sanzalas semi-abandonadas. Quanto à publicação, na Bubok, tratou-se de um demorado investimento ao nível da edição virtual.

Como é que promoveu o livro até agora?

Por agora, o autor ofereceu exemplares impressos a pessoas mais directamente ligadas ao projecto. Ainda não a jornais e revistas. Fez referência à edição no Facebook, no Twitter e no Linkedin. Está a reflectir sobre modos adequados de promoção.

“lerão nele um exemplo dos danos das guerras actuais, todas as guerras. Desencadeadas por interesses claramente turvos”

 

Porque é que os leitores devem ler este livro?

Porque lerão nele um exemplo dos danos das guerras actuais, todas as guerras. Desencadeadas por interesses claramente turvos e turvamente claros, e de que as principais vítimas são os civis, homens, mulheres e crianças usados e abusados pelas facções em litígio.

Porque é que decidiu publicar na Bubok?

Publicar na Bubok, ao invés de uma editora tradicional, será um modo mais expedito de aceder a um público-alvo — o público angolano. Mais imediato e menos custoso será, a esse público, aceder à edição online em qualquer recanto do território angolano.

 

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