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Entrevista a Luis Garcia, autor Bubok

Quem é o autor Luis Garcia?

Sou natural de Linhaceira, nasci em 1973 na cidade de Tomar. Publiquei o primeiro livro de ficção em 2008, “A lenda contada de uma vida escondida”. Tenho prosa e poesia publicadas em Revistas Culturais e Colectâneas no Brasil, Portugal, Espanha, Uruguai e Colômbia. Publiquei em 2010 o meu primeiro romance “O encenador de vidas”.

Qual foi a sua evolução como escritor?

Quando era mais novo, escrevi imenso, julgo que comecei a escrever com alguma regularidade na escola primária. Lembro-me também de um dia em que o meu pai me ofereceu “Constantino, guardador de vacas e de sonhos” de Alves Redol… Algures entre esses dois eventos nasceu uma vontade enorme de escrever. Penso que para escrever temos primeiro de viver, por isso fiz uma pausa de quase 15 anos. Quando voltei estava diferente, embora não me enquadre exactamente num estilo definido identifico-me muito com o chamado Realismo Mágico.

“ESCREVO MUITO ACERCA DO QUE NÃO VIVI”

Onde vai buscar as ideias para criar as suas histórias?

Tal como disse anteriormente acredito que para se escrever tem primeiro de se viver. Isto não significa que eu escreva exactamente sobre as minhas experiências, aliás escrevo muito acerca do que não vivi. Se eu dissesse que escrever para mim é quase um transe, poderia parecer presunção, mas por outro lado não estaria, de facto, a mentir.

Tem algum ritual próprio para escrever?

Não tenho tempo nem espaço específico, mas gosto, preciso de escrever como o fazia na infância e adolescência, sem qualquer tecnologia para lá da caneta e do papel. Escrevo sempre num moleskine, e só depois, numa segunda fase, faço a transcrição do que escrevi, com uma primeira revisão, para o processador de texto.

Qual a melhor parte de escrever e de ver o seu livro publicado?

Aquele momento mágico do último sinal de pontuação é difícil de explicar, por outro lado não posso dizer que escrevo para mim, e que não me interessa se sou lido ou não. É claro que me interessa. Eu quero que os meus livros tenham leitores, só assim terão a vida que pretendo que tenham.

“PRECISO DE ESCREVER COMO O FAZIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA, SEM QUALQUER TECNOLOGIA PARA LÁ DA CANETA E DO PAPEL”

O que o levou a escrever o livro “O encenador de vidas”?

A idade é algo incoerente no sentido em que nos vai dando tanto e ao mesmo tempo tirando muito. Penso no “Encenador” como uma homenagem à idade, ou melhor, àqueles que sentem nela a barreira das coisas simples do dia-a-dia. Ao longo do tempo ser ancião foi sempre sinónimo de sabedoria. Hoje, entre o consumismo e o individualismo da nossa vida, o idoso é considerado quase só um peso. Acredito que a nossa redenção enquanto sociedade terá de passar, obrigatoriamente, por uma “religação” entre idades, no sentido da abolição de preconceitos do novo e do velho.

 

“A NOSSA REDENÇÃO ENQUANTO SOCIEDADE TERÁ DE PASSAR, OBRIGATORIAMENTE, POR UMA “RELIGAÇÃO” ENTRE IDADES”

Como é que promoveu o livro até agora?

A Web aproximou-nos, escritores e leitores em particular, todos nós de uma forma geral. A Web é de facto um veículo interessante e poderoso, no meu caso promovo o que escrevo através do meu site (http://www.luisgarcia.com.pt) e do meu blog (http://lmmgarcia.wordpress.com/10abafuz/). Faço também uso de uma mailing list que fui criando com o tempo e ultimamente, como não podia deixar de ser, tenho utilizado massivamente o Facebook.

Porque é que os leitores devem ler este livro?

Porque não? Faço um convite. Descubram que, do outro lado da idade, ainda existem sonhos e um coração, palavras e sensações, existem muito mais do que simples recordações.

Que conselhos daria a outros autores na promoção dos seus livros?

Analisando todas as potencialidades que a Web nos oferece hoje, julgo que, observando o binómio facilidade de utilização, alcance de potencial público-alvo, o Facebook é “a” ferramenta para promoção.

O que é que recomenda às pessoas que estão a pensar em escrever um livro?

Se me é permitido recomendar algo, escrevam sem pensar em regras, deixem a criatividade fervilhar primeiro. Tornem-se no vosso primeiro crítico e estejam preparados para escrever um livro que se irá tornar quase obscuro, ou não, quem sabe…

“ESCREVAM SEM PENSAR EM REGRAS, DEIXEM A CRIATIVIDADE FERVILHAR PRIMEIRO. TORNEM-SE NO VOSSO PRIMEIRO CRÍTICO”

Como é que conheceu a Bubok? Porque é que decidiu publicar connosco?

Conheci a Bubok através do Google, julgo que numa pesquisa acerca de eBooks. Acabei por “cair” na página e ficar, li, reli e gostei, pareceu-me um conceito inovador, de grande liberdade para o autor, aliás, continuo a pensar assim.

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A Equipa da Bubok Portugal

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