Calendario 08 / Abril / 2019 Cantidad de comentario Sem comentários

João Alberto Baptista

João Alberto Baptista é um poeta que tem três livros na nossa livraria. Palavras sabias e místicas que invitam à reflexão.

Preparamos esta entrevista para o conhecer melhor.

Bubok- Quem é o João Alberto Baptista?

João Alberto Baptista -Sou uma pessoa como qualquer outra, que nasceu nesta Terra, há 57 anos. No entanto sou diferente de muitas outras, porque, enquanto uns não sabem porque razão estão cá, eu penso que sei qual a razão de ter nascido. Infelizmente a maioria não sabe o que estão aqui a fazer.

– Onde vive? Quais são os seus interesses?

-Vivo e trabalho em Barcelos, mas nasci na Vila das Aves, no concelho nortenho de Santo Tirso. Interesses muito poucos. Acima de tudo ter boa saúde, tanto física como mental para viver sem grandes constrangimentos. Ganhar muito dinheiro não me seduz, de facto, essa ideia.

– Quando começou o seu interesse pela poesia?

-Bom sempre escrevi poesia, desde tenra idade, num papel qualquer que eu apanhava aqui e ali. Infelizmente não devo ter guardado bem essas “pérolas”
pois já não me lembro onde estão esses escritos de infância. Sempre me interessei pela poesia intimista, mais na vertente mística e esotérica…
Porquê? Porque há muito que me interesso pelos temas esotéricos, magia e ocultismo, temas esses que me fascinam muito.

– Quais são os seus poetas de referencia?

-Gosto muito de Fernando Pessoa, Eduardo Lourenço e Eugénio de Andrade. Poetas internacionais, aprecio Huberto Rohden Khalil Gibran,Krishnamurti, Rabindranath Tagore e Hermann Hesse.

– No seu livro “Poemas de agua e terra” fala do Nepal, da India, do Tibet… já viajou por esses países?

-No meu livro “Poemas da Água e da Terra” os temas principais são paragens orientais, como a Índia, o Tibete e outras. Tenho plena consciência que já viajei há muito tempo por lá, não fisicamente mas em “espírito” e talvez eu própria tenha já nascido como monge tibetano num mosteiro de Lassa, a capital do Tibete. Eu acredito que a reencarnação existe e sei que já fui monge lamaísta e professado a religião budista e zen-budista.

– Alude nos seus poemas a um misticismo budista, zen… fala de yoga e meditação… Como chegou a seguir essa filosofia?

-Eu estudo esses temas há muito, sempre me têm apaixonado. Talvez por sentir que eu tenha vivido, noutro tempo, nesses lugares distantes. A par disso, sempre me interessei igualmente, por esoterismo cristão e oriental, astrologia, bruxaria, magia, ocultismo, rosacrucianismo, história das civilizações, numerologia e advinhação….

– O João acredita na reencarnação? Nas almas velhas e jovens?

– A reencarnação é, para mim, uma verdade absoluta e intemporal, tal como o nascimento e a morte. Nascemos para adquirir experiência. Este é o propósito da nossa vida. Não nascemos para sofrer, nem nascemos por acaso. Há sempre um propósito e uma finalidade para cada um de nós. uma “missão” particular foi confiada a cada ser que nasce na Terra… Quem adquire conhecimento mais depressa, torna-se numa “alma velha”. Pelo contrário, quem resiste a aprender e continua a errar durante a vida, é e continuará a ser uma “alma jovem”.

– O outro livro que tem na nossa plataforma tem o título “Poemas de fogo”. Há também um poemário “Poemas de ar”. Nestes livros o otimismo, autoavaliação e superação são pontos clave. Poderíamos falar de poemas de auto-ajuda?

– No meu livro “Poemas de Fogo” faço de facto menção ao optismismo, pensamento positivo, alegria, espiritualidade, amor, desapego, união, interior, divino. è mesmo para  cada um sentir a vibração da Vida dentro de si, sentir que o divino lhe toca e o ensina a ser bom, a seu melhor cada dia que passa, apesar do materialismo reinante e cada vez mais “mortífero” para o nosso ser.
Apesar de tudo, existe uma energia divina que nos ajuda a enfrentar os dissabores da vida, cada um pode escolher um nome para isso.
Ou Deus, ou o Inefável, O Ser Divino, o Grande Arquitecto do Universo, ou simplesmente, o Pai.

Deixo uma parte que me comoveu:

Do ódio,
Faremos Amor
E do vício faremos,
Virtude!…

– Converter o ódio em amor? Temos os humanos esse poder de transformação?

-Sim de facto TEMOS o poder de transmutar o ódio em Amor, a Guerra em Paz, a as trevas em Luz. Possuímos um poder interior que tudo pode conseguir. Temos de ser fazedores de Paz, para nós próprios e para os outros. Sejamos fazedores de Paz…

– Esta a trabalhar noutras obras?

-Estou a pensar escrever prosa, talvez um romance. Um dia falaremos disso….

 

Obrigada João Alberto Baptista.

Muito obrigado, Olga, pela oportunidade desta entrevista.

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