Calendario 27 / Março / 2018 Cantidad de comentario Sem comentários

Enquanto criador, é provável que tenha sofrido em alguma ocasião com a síndrome da página em branco. No que se refere estritamente aos escritores, o sector do qual nos ocupamos, pode-se definir como a incapacidade de gerar novos conteúdos, ou seja, o “receio” perante a página em branco, que nos impede de a preencher com as nossas ideias.

Padecer desta condição é verdadeiramente frustrante, especialmente quando o seu trabalho está dependente disso. Há várias causas possíveis para a síndrome da página em branco:

  • Falta de autoconfiança
  • Ansiedade
  • Stress
  • Medo do resultado

 

O síndrome da página em branco – como ultrapassá-lo?

 

Causas múltiplas e díspares, como pode ver. Se se encontra nesta situação, talvez lhe seja útil isolar a origem do problema para o tentar solucionar. Nesse sentido, deixamos-lhe aqui algumas sugestões para o neutralizar.

 

Não há mal que sempre dure

O síndrome da página em branco – como ultrapassá-lo?

 

Acima de tudo, calma. Não padecerá para sempre da síndrome da página em branco eternamente, pode der a certeza. Se há traço distintivo desta síndrome é o seu caráter transitório. Qualquer que seja a causa, mais tarde ou mais cedo encontrá-la-á e conseguirá remediá-la.

Enquanto o problema permanecer, tente ser paciente consigo mesmo para evitar que a frustração e a ansiedade cresçam. Acredite que culpar-se ou sentir-se pior não lhe servirá de nada.

 

Tolerância com as ideias

 

Não descarte nenhuma ideia. Por muito descabida que lhe pareça, qualquer ideia poderá eventualmente adaptar-se à sua história e tirá-lo desse estado de bloqueio. O mais importante é tolerar sem julgar: quando questionamos a validade de uma ideia, caímos no ciclo vicioso de medo do resultado -> ansiedade -> bloqueio.

Em vez disso, jogue com elas. Anote-as, divirta-se fantasiando e acima de tudo, não sobrevalorize a sua utilidade. Se alguma vez interveio no processo de brainstorming, saberá que é totalmente proibido avaliar as ideias no momento de as partilhar, porque o que se pretende precisamente é fomentar um fluxo constante. Emitir juízos distrai do processo criativo e para além disso situa as nossas mentes numa tarefa diversa da criação per se.

Na Bubok não somos os maiores defensores das musas e preferimos que a história surja com trabalho. No entanto, o descanso é um dos capítulos da história e omiti-lo poderia levar o autor ao esgotamento, com todas as complicações que lhe são inerentes.

Se precisar de dormir, descansar ou parar para respirar, não veja isso como uma perda de tempo, bem pelo contrário. Deixar o seu projeto em pousio ajudará a colher melhores frutos quando se sentar perante uma página em branco.

Se o seu perfil não se enquadra em parar de trabalhar, simplesmente mude de setor. Concentre-se num projeto diferente, faça a lida a casa… distanciar a sua mente de um projeto ajudá-lo-á a vê-lo com outra perspetiva quando o retomar.

 

Reveja o trabalho de outrem

 

Antes de entrar a fundo nesta alínea, é importante esclarecer que o trabalho de outros artista deve unicamente servir como fonte de inspiração, e acima de tudo a propriedade intelectual deve ser respeitada.

Sem influências de outros criadores não seria possível trabalhar, não devendo contudo confundir-se isso com plágio. Assim, ler é uma das fórmulas mais óbvias para deixar que novas ideias nos permeiem. Visite exposições.

 

Aproveite para corrigir

 

O síndrome da página em branco – como ultrapassá-lo?

 

Se não quiser desapegar-se da sua obra mas lhe for impossível avançar, volte atrás. Ler o que já escreveu ajudará a relembrar ideias passadas que ficaram em suspenso. Pode ser uma boa oportunidade para as recuperar, anotar e desenvolver mais à frente.

Adicionalmente, reler o seu trabalho ajuda-o a vê-lo com distanciamento. Descarte este passo, porém, se sentir que despoleta a espiral de “não gosto, tenho de recomeçar, o que já fiz não serve de nada”.

 

Use técnicas de escrita

 

Estes métodos foram pensados especificamente para se situar perante a página em branco com o propósito único de a “sujar” a qualquer custo. Ficam algumas das mais populares:

  • Brainstorming. Escreva a palavra-chave, dedique um momento apenas às ideias e decida depois quais lhe servem ou não.
  • Prompts de escrita. Já foram anteriormente mencionadas no blog. Existem em grande quantidade nas redes sociais e são simplesmente gatilhos criativos.
  • Escrita em escaleta. Completar a estrutura de um relato como se fosse um edifício, com propósito de o ver em perspetiva. Estabeleça pelo menos essa estrutura e o resto virá por arrasto.

 

Se já ultrapassou o síndrome da página em branco, conte-nos que técnicas resultaram consigo. Alguma é definitivamente ineficaz? Gostaríamos muito de saber.

 

Até já!

 

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