Calendario 11 / Dezembro / 2019 Cantidad de comentario Sem comentários

Sagas, na literatura, refere-se a histórias narradas em prosa, nos séculos XIII e XIV, originárias sobretudo da Islândia medieval, mas também de outros países nórdicos. Estas narrativas, geralmente anônimas, misturam aspetos históricos com mitologia e religião.[1][falta página] Modernamente, também são designadas como “sagas” certos livros e séries desenhadas.
Atualmente, tanto em português como em outras línguas, o termo saga é frequentemente usado em referência a obras literárias contemporâneas de caráter épico, escritas em prosa e conectadas por um argumento central. Assim, por exemplo, as obras relacionadas ao universo literário de O Senhor dos Anéis ou de Harry Potter podem ser referidas como sagas contemporâneas.

O termo saga também pode ser usado em referência a uma obra épica não-literária, como por exemplo os filmes da série Guerra nas Estrelas. (wikipedia)

Como escritor, um dos melhores feedbacks que se pode ter é o saber que o leitor ficou ávido de ler mais no final de um livro, mas nem sempre as segundas partes cumprem as expectativas. É por isso que nos questionamos: serão sempre boas as sequelas, sagas e segundas partes?

sagas

 

Nas livrarias podemos ver muitas sagas literárias de sucesso, como trilogias ou séries. Caso, por exemplo d’O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Millennium ou Os Pilares da Terra. É apenas uma pequena amostra mas o que importa reter é: são necessárias segundas, terceiras ou quartas partes?

 

Sagas: Uma moda (supostamente) passageira

Trilogias e sagas sempre houve, mas nos últimos anos multiplicaram-se até se transformar em tendência: Na literatura juvenil, por exemplo, é frequente encontrar sagas de sete ou oito livros.

Outrora chegou-se a considerar a escrita de sequelas de uma obra seria uma moda passageira, mas o facto é que o tempo tem provado que o formato se consolidou e joga agora um papel destaque no mundo editorial.

O site “Pensador” expões neste maravilhoso artigo as principais sagas que demonstram que não só não se trata de uma moda passageira… senão que se trata de um modelo de literatura novo, rompedor e que está aqui para ficar.

Segundas partes…sim ou não?

O erro de base nasce, geralmente, em considerar a saga como um produto a vender em conjunto, com um valor superior ao do romance sem sequelas. O que, em si, comporta uma falácia.

A viabilidade das sagas depende não apenas da sua extensão, mas da fertilidade da sua trama, que, para justificar a existência de várias partes deve estar não apenas bem estruturada, contar com personagens ricas que evoluem com ela, assim como com finais em aberto e descrições que ganhem um peso simbólico de modo a manter bem ligado o tecido narrativo.

Deste modo, e sustentada numa campanha publicitária bem direcionada, cria-se uma expectativa sobre o desenvolvimento da história que fideliza leitores para a compra do romance seguinte.

Porém, nem todos os romances justificam sequelas ou sagas.

Os que são, pela natureza narrativa e resolução do enredo, mais curtos, ganham mais com esta brevidade do que com um prolongamento artificial, sob risco de perder a atenção do leitor.

Como sucede com os filmes muito extensos, que seja muito longo não equivale a que seja viável dividir um romance em partes. Estes “cortes” num discurso que se criou fechado sobre si mesmo, além de causar desagrado pela interrupção abrupta, deixa a nu uma intencionalidade que poderá ter numa audiência que se quer atenta o efeito oposto ao que se deseja.

Se o que se pretende é transformar o romance em trilogia ou série, um bom método para avaliar a exequibilidade das sequelas é pedir uma opinião de confiança. (Amigos, família ou contactos pessoais com fortes hábitos de leitura): Tanto sobre se criaram vínculo com o conteúdo já terminado como indagar se comprariam uma hipotética continuação da trama em questão.

Não recomendamos fazer uma saga só porque agora está no panorama do mais lido. É um género literário específico que deve ser levado muito à sério. De nada serve escrever muito se a história vai ficar demasiado enredada ou com mais descrições de contexto do que realmente é preciso.

Poder-se-á contar também com a ajuda de profissionais do mundo editorial

Não apenas fariam as necessárias correções formais, como assessorariam sobre o modo de abordar o conteúdo aos leitores – o que inclui, precisamente, a viabilidade da divisão em partes.

Já sabem, que na Bubok temos assessores especializados para fazer do seu livro uma experiência única. Ajudamos na parte da escrita e agora também na parte do marketing e divulgação da obra e da autora ou autor.

Uma das nossas autoras mais jovens está já a preparar o segundo volume da sua saga “Supernova“. Aproveitamos aqui para fazer uma amostra de um dos nossos best-sellers de literatura juvenil de fantasia. Como podem comprovar, os mais jovens estão a apostar forte por esta tipologia de livro. Os editores, por tanto, estamos muito satisfeitos e desejosos de encontrar mais autores corajosos e fantasiosos.

Sofia NEto

Esperamos que este post o tenha ajudado a ponderar sobre os moldes da obra que tem em mão, quer seja ou não uma saga. Muitas das soluções criativas nascem nas situações mais inusitadas de diálogo. Por isso, que o desafiamos a partilhar connosco e com outros escritores as suas dúvidas, sugestões ou ideias. Pode começar já na caixa de comentários abaixo!

Também pode deixar um comentário nos livros da nossa livraria. Isso seria muito importante para nós. Ter feedback dos nossos livros e autores pode contribuir muito positivamente aumentando o interesse no nosso catálogo de livros de autor.

 

 

 

 

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