MEMÓRIAS PEREGRINAS DE UM FUNCIONÁRIO PÚBLICO

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Resumir o que se apresenta resumido é tarefa difícil. Mas, já que a situação o exige, vejamos:Se há sempre uma razão para darmos a conhecer acontecimentos que buliram connosco, comunicarmos certos factos que nos afectaram e denunciarmos condutas enganosas que nos prejudicaram, ou meras opiniões que reprovamos, direi que o motivo que me levou a escrever estas Memórias se alicerça numa explosão de sentimentos recalcados que me mantinham, há muito tempo, irrequieto e ansioso, por desabafar e me tranquilizar. Registar factos, denunciar atitudes e acusar culpados, que muitos foram, é, sem dúvida, a única maneira de actuar por quem não tem a possibilidade duma alternativa. Quero ter, assim procedendo, a satisfação de poder acusar, publicamente, a acção de muitos funcionários públicos, «de topo», que, tendo por obrigação servir os interesses do POVO, como juraram ao tomarem posse das funções que desempenham, não mostram o mínimo interesse pelo público em geral e especialmente por quem poderão considerar como concorrentes. E por tal, devendo e podendo resolver causas justas, o não fazem, quer por negligência, quer por inveja, quer por um egoísmo profundo que os leva a marginalizar o próximo. Ponho de parte a incompetência, embora, também ela, possa ter lugar, porque só culpa quem a deferiu, quase sempre por nepotismo, desprezando as qualidades requeridas pela função. O mando requer perícia inteligência e bom senso. Só assim poderá haver quem mande bem e seja justo. O mal e a injustiça, provêem quase sempre da ignorância, mas também podem ser geradas pela malvadez. Os chefes, escolhidos pelo Povo para mandarem conduzir as operações, são os responsáveis pelo incumprimento das suas decisões, e não devem denegar as suas obrigações nem delegá-las na incompetência. Coloquei, no decorrer da escritura destas Memórias, condutas pelas quais se podem justificar os louvores e as acusações ao lado dos sacrifícios que tantos padecem para arranjar trabalho para sobreviverem; de sobreviver para poderem trabalhar; de ter calma para sofrerem humilhações; inteligência para se adaptarem à malvadez das circunstâncias; coragem para afastarem o ódio, a inveja e a vingança; invenção de expedientes para derrubarem a malícia sem molestarem nem serem molestados. E só assim puderam seguir, o melhor que possível, pelo Espaço além, com o Tempo que lhes tem sido dispensado pelo autor da vida.

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