Narrações do Imaginário

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INFORMA??O PR?VIA(O Conto é a livre expressão da Estória e da Lenda)Julgo ser conveniente prestar uma informação a respeito dos contos que aqui deixo escritos. ? sabido que muitos contos, baseados na mesma lenda, foram, por vezes, contados, por diversas pessoas, de forma diferente. Embora a singularidade fundamental do conto, seja sempre uma lenda (todo o conto é baseado numa lenda), a forma do mesmo conto, contado por diversos contistas, é sempre variável. Não se ponha aqui o cunho do plágio, porque dele se não trata. A lenda não tem dono: é transmitida, de formas diversas, por diferentes gerações, quase sempre longínquas, sem que se saiba, quase sempre, quem a inventou. Fedro não plagiou Esopo: contou, duma outra maneira, as fábulas ou lendas que ele inventou, se é que foi ele mesmo quem as inventou. A lenda é, portanto, pertença da Humanidade. O conto é sempre a narração de uma lenda, comunicado pela palavra ou pela escrita, é uma criação do contista, sem dúvida, mas que nunca foge ao dito popular: «QUEM CONTA UM CONTO ACRESCENTA-LHE UM PONTO». E é aqui, no «ponto», ou nos «pontos», que está a modificação formal do mesmo conto, e que faz com que ele se tenha de considerar diferente do outro conto, embora ambos se tenham baseado na mesma lenda. A lenda não tem dono, e é a mais alta expressão da liberdade comunicativa.Explicando e tomando para exemplo o conto da «TORRE DA BABIL?NIA»: já o vi escrito e já o ouvi contar de formas diferentes, embora o assunto seja sempre o mesmo: a estória da «Torre da Babilónia», que eu nomeio pelo nome que primeiro lhe ouvi dar, embora seja uma deturpação popular justificada pela rima, -a «TORRE DA BABILORNA». Era assim que Elvirak Barroqueirok tia do João pardal, tinha ele dez anos, lhe chamava, e que aqui fica escrita, mais ou menos, como ela dizia. Tenho a certeza de que nunca ninguém escreveu, os contos que aqui deixo, com a mesma morfologia ou sintaxe, pelo que os considero originais. Além disso escrevo-os para serem lidos por quem nunca os leu ou os ouviu. Aqueles que os conhecem já, mesmo que de outra forma, e só assim poderá ser, passem-lhes à frente. De todos estes contos, os que já vi (recentemente) escritos, (dois ou três) conto-os eu de maneira diferente, tal como os ouvi contar, há mais de oitenta anos, à minha avó materna, que era uma afamada contista. ? só isto, e julgo ser quanto basta para tranquilizar os espíritos menos tolerantes.

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