Real Fábrica de Panos da Covilhã: arqueologia industrial e reabilitação de uma fábrica pombalina

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A reabilitação de edifícios inutilizados ou degradadospermite o seu reaproveitamento dando-lhes uma nova função, ao mesmo tempo quecontribui para a sua preservação e, logo, para a valorização do patrimónioconstruído. Esta opção tem ainda outras vantagens económicas e ambientaisacrescidas, ao contribuir para uma maior racionalização de recursos materiais eenergéticos.Em 1977, durante as obras de transformação do antigoquartel da Covilhã, em Instituto Politécnico, foram descobertos vestígios de fornalhas e poços cilíndricos, osquais, depois de um estudo de arqueológico, foram identificados comopertencentes �s tinturarias da Real Fábrica de Panos, recuperando assim amemória deste edifício como fábrica do período pombalino.Este trabalho aprofunda a história e a forma deconstrução deste edifício, mediante uma análise dos projectos de reabilitação eampliação pelo arquitecto Bartolomeu da Costa Cabral ao longo das décadas de1970 e 80, e ainda, a instalação do Museu dos Lanifícios na área classificadadas Tinturarias da Real Fábrica em 1992, da autoria de Nuno Teotónio Pereira.A Real Fábrica é hoje um elemento marcante no patrimónioe na identidade regional da Beira Interior, enquanto a fusão criada entre avida da Universidade e a vida quotidiana da Cidade nos últimos 30 anos,completa e reforça constantemente essa ligação.

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