SE NÃO HOUVESSE O PERDÃO

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Era a Rua 18 da periferia da cidade o cenário do cotidiano insólito que iria transformar a vida gloriosa de nosso personagem maior, cuja inocência aviltava no mais alto grado de ser ele o centro de uma cruzada de venturas e compaixão, ao lado de uma senhora a quem lhe dera tudo o quanto belo a ela seria.Não interessava ao amigo e sócio sua triunfal fama, porque era tomado de acessos de inveja, ao sentir que Kaleo estava no ápice da pirâmide. Solicitado para todos os congressos que envolviam a medicina, cuja intelectualidade resvalava deveras aos interesses do parceiro, por sua visão opaca do que realmente são feitas as virtudes.O ritmo e harmonia de que era levado em suas promissoras descobertas, abastava-se o médico de todos os méritos, sem dividir com ninguém sua intraduzível e tranquila honra, elevava-se a píncaros gloriosos. Com isso, se distanciava cada vez mais do sócio e amigo, regando intranquilidade e dissabores àquela criatura cheia de maledicências e vergonha por não olhar pelo mesmo prisma que o parceiro.Não havia na mesma rua outra mulher mais bela que Kauhynn. Porém, sua vida insólita só não deixava de ser observada pela cegueira do esposo, o qual se ocupava apenas com os deveres da profissão, fazendo fortuna, sem ter o tino voltado a ela, que além da solidez financeira, vislumbrava outras demandas.Naquela hora da tarde, quando o crepúsculo persuadia o acendedor de estrelas a iniciar sua longa jornada de trabalho para cobrir a noite de luz e encantos, era o mesmo momento em que Kaleo sugeria à esposa que lhe aplicasse na veia a vitamina diária.Não faltou a Kauhynn o aparato de dias de preparação para o tão ousado crime, que ao invés da vitamina, aplicara no marido uma dosagem mortal de potássio.

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