A Miragem das Piastras. Napoleão, Ouvrard, Récamier e o Code de Commerce de 1807.

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A queda de um grupo deempresas composta por um dos maiores bancos privados do país, que incluíavárias empresas do sector industrial e comercial, considerados mesmo como osfinanciadores do Estado. Encabeçado por um dos maiores banqueiros do país, comrelações privilegiadas com toda a elite política e económica, e com acessodireto ao chefe do Governo.Um Banco Central que nadaconseguiu contra este grupo, tendo sido infiltrado pelos membros do grupo, queintegravam mesmo o conselho de administração do Banco Central.O falhanço de negóciosfinanceiros e comerciais que o grupo de empresas tinha além-mar, leva à suaprópria falência ameaçando a falência de todo o Estado, com repercussões emempresas de vários países europeus e da américa latina.A resposta passou por aprovarlegislação para punir os chefes do grupo empresarial. E por esconder tudo o quehavia sucedido com o Banco Central, de modo a que ninguém soubesse que osnegócios entre o grupo empresarial e o Banco Central tinham colocado o próprioEstado à margem da bancarrota.A resposta passou também pordeixar falir um outro Banco e culpá-lo de todo o sucedido. Banco este que teriasido fácil de salvar, mas que, ao cair, arrastou consigo inúmeras empresas emesmo outros bancos, agravando a confiança do público no setor bancário.Tudo foi precipitado peloafundamento de um navio carregando um tesouro, nas águas do Algarve, em 5 deoutubro de 1805.Esta é ahistória dos acontecimentos da crise de 1805 em França. Das relações entreOuvrard, Récamier e Napoleão, que conduziram à aprovação do Code de Commerce de1807 e que ajudam, não só a explicar a razão da apressada aprovação do primeirodos Códigos Comerciais, como ajuda a melhor compreender as soluções neleincluídas, muito especialmente em matéria de insolvência.

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