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  • Autor: Victor Centúrio Almeida
  • Estado: Público
  • Nº de páginas: 215
  • Tamanho: 170x235
  • Miolo: Preto e branco
  • Paginação: Colado
  • Acabamento da capa: Brilho
  • Downloads: 3
  • Última atualização: 17/04/2021

Aos ex-combatentes metropolitanos que participaram na Guerra Colonial Portuguesa entre 1961 e 1975. Atodos os outros combatentes.

Aos 17 combatentes portugueses falecidos, que participaram directamente nesta guerra, recrutados ou naturais do concelho de Rio Maior, em todas as frentes da guerra-colonial.

                                               FACTOS E ACONTECIMENTOS MAIS RELEVANTES 

Fui mobilizado para a guerra-colonial portuguesa de Angola. Fazia serviço como operador de Cripto, no quartel RI 5, das Caldas da Rainha.Assim, em 22 de Maio de 1972, lá fiz obrigado, uma viagem de avião Boeing  que partiu do aeroporto Figo Maduro, nas imediações do Aeroporto Internacional de Lisboa. A bordo íam outros militares de alta e média patente dos quadros do exército português. Eu era o único 1º cabo, e não pertencia aos quadros. O voo TAP realizava-se entre Lisboa e Luanda, Uma vez em Luanda, aguardei cerca de 20 dias, em dois outros quartéis; estava de passagem, e aguardava outro voo aéreo para a cidade do Uíge, onde fui colocado, no quartel BC 12. Fui render o 1º- Cabo operador Cripto, de nome Oliva, que tinha completado a sua comissão de serviço de 24 meses. A equipa de operadores de Cripto, à qual  me iria integrar era composta por sete 1º Cabos, um sargento e  oficial  miliciano de transmissões. Fazia serviços de 24 horas consecutivas, dormindo dentro do Centro de Cripto, que possuía uma porta de ferro e chapa grossa, e estava equipado com máquinas de cripto, do tempo da segunda guerra-mundial. Durante os 2 anos que fiz serviço cripto, sempre no Batalhão, o teor rotineiro, das mensagens cifradas era de "sem alteração". Todas as informações secretas da situação diária passavam pelo centro de cripto, antes mesmo de serem do conhecimento do tenente-coronel Óscar Ferreira, o comandante do batalhão 12, e sobre toda a região ao norte da vasta zona territorial do Uíge - 58 698 Kms2 - onde tínhamos 3 companhias operacionais de combate. As Forças Armadas portuguesas, possuíam, no Uíge e Negage, um Sector de Comando-geral de todo o Norte de Angola. No Negage funcionava um aeródromo, da Força Aérea portuguesa. Recordo a morte de 9 combatentes, próximo da cidade do Uíge, onde tínhamos 2 bases tácticas - em sítios onde no começo desta guerra, existiram acampamentos de populações, que albergavam guerrilheiros angolanos armados com armas ligeiras kalachnikov. Destaco ainda que existia, na cidade do Uíge, um posto da tsinistra polícia política portuguesa, Pide/DGS. Agentes deste posto capturavam individuos suspeitos de pertencerem aos movimentos de libertação; que torturavam até à morte usando armas brancas e escondendo os corpos assassinados. Do nosso lado militar, foi objecto que constou da troca de mensagens secretas, a morte de 1 sargento, em Nova Caipemba, que ficava a 180 Kms. de distância da cidade do Uíge, quando terminou a sua comissão de seviço, suspeitando nós que se tratou duma vingança pessoal. O sargento foi atacado, quando saía do aquartelamento, e no dia em que inicou a sua viagem de regresso a Luanda.Estas mortes aconteceram devido a uma emboscada montada, supostamente, por guerrilheiros angolanos. Os nossos combatentes receavam sobretudo, serem atingidos por armadilhas ocultas nas bermas das estradas térreas; e minas anti-pessoais, que os guerrilheiros colocavam nas picadas de acesso aos nossos aquartelamentos instalados neste vasto território do Norte angolano, onde pervalecia a cultura do café. Terminei a minha comissão de serviço militar, em 22 de Maio de 1974; e 1 mês depois viajei para Luanda, onde aguardei passagem aérea, durante mais duas intermináveis semanas, para poder regressar  finalmente a Lisboa; e ao encontro do tão ambicionado tempo de transformação de toda a sociedade livre da ditadura, que tinha acontecido há 27 dias. 

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