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NEM TUDO É VERDADE! representação e realidade no documentário contemporâneo

  • Autor: Luiz Carlos Lucena
  • Estado: Público
  • Nº de páginas: 120
  • Tamanho: 170x235
  • Miolo: Preto e branco
  • Paginação: Colado
  • Acabamento da capa: Brilho
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O documentário brasileiro ganha status de produção autoral, encontra espaço nos cinemas, agrada críticos e público. O cinema de não-ficção continua marcado, no entanto, pelo conceito de que esse tipo de filme está relacionado com a reprodução de uma realidade objetiva do mundo, apesar dos estudos sobre a imagem digital com sua maleabilidade na ilha de edição, do papel subjetivo do realizador, a confluência cada dia maior entre documentário e ficção, as questões sobre realidade e representação.

O autor destaca como objeto de estudos os filmes Favela Rising, documentário sobre a favela Vigário Geral e o grupo AfroReggae, Ônibus 174 e Estamira, com suas particularidades e complementaridades no trato da realidade; O Fim e o Princípio, de Eduardo Coutinho, e a última produção deste diretor, Jogo de Cena, o filme onde Coutinho desconstrói seu próprio modo de fazer cinema quando mistura depoimentos aparentemente reais com interpretações e produz um marco no cinema brasileiro ao discutir o que é realidade. Da Bolívia, destaca Inal Mama, Sangre de Condor, El Estado de las Cosas e Lo mas Bonito y mis Mejores Años.

Nem Tudo é Verdade discute o fato de que, ao absorver conteúdos simbólicos estandartizados e as vezes viciados, o diretor constrói em alguns casos outras realidades que estão distantes daquilo que se convencionou chamar de "retrato da realidade". Na produção de documentários, portanto, nem tudo é verdade!

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