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A Sala do Tempo Parado

Impostos e envio não incluídos
  • Autor: Helder Gonçalves
  • Estado: Público
  • Nº de páginas: 210
  • Tamanho: 150x210
  • Miolo: Preto e branco
  • Paginação: Colado
  • Acabamento da capa: Brilho
  • ISBN Acabamento em capa mole: 978-989-20-6768-1
  • Downloads: 6
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 Confesso que, ao pensar em escrever este livro, refleti muito em tornar realidade tal projeto. Isto porque considerava o melindre da matéria que pretendia abordar. Prevaleceu, no entanto, o forte desejo de poder modestamente contribuir com mais um subsídio no esclarecimento de quem sofre, sofreu ou venha a sofrer de doença oncológica.

É natural que tendo em conta a perigosidade de tais patologias a ela inerentes e os receios que proporcionam, geram, instintivamente, mecanismos de defesa por detrás de silêncios e ocultações de certa forma generalizada na sociedade portuguesa.

Sabemos como os média, de uma maneira geral, lidam com esta problemática – Até há bastante pouco tempo, era comum ouvir nos noticiários que “fulano ou fulana tal” tinha morrido de “doença prolongada!”

Podemos aqui ter bem a noção da dificuldade na abordagem de tal problema e como estava bem radicado na sociedade portuguesa, ainda, povoada dos resquícios atávicos de uma impreparação cultural a todos os níveis.

Hoje, felizmente, com o avanço da ciência, da tecnologia e da divulgação através dos meios de comunicação, deu-se inicio a uma outra postura e consequente informação com outra abordagem a tal doença, tentando desmistifica-la tanto quanto possível enquadrando-a cada vez mais na lista das que são possíveis a elas sobreviver.

É por isso que, com a propriedade que me é conferida de quem passou por tais vicissitudes, deixar aqui o manifesto das suas experiências vividas, tentando, como já afirmei, contribuir para alicerçar a esperança no combate a tal complicada eventualidade.

Foi esse o sentimento que me moveu quando dei lugar a esta iniciativa – Um testemunho vivo de todo um processo de doença oncológica.  Que ela seja, pois, um contributo para se chegar a abraçar a esperança e o acreditar, sobretudo, na ciência bem como em todos aqueles que lhe dão expressão no nobre exercício das suas funções.

O Autor

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2 Comentários sobre este livro Registe-se para comentar este livro
4 de Julho de 2016 por Docarmo
A Sala do Tempo Parado é uma obra literária cujo tema principal está relacionado com os doentes do foro oncológico.
Francisca, Rodrigo e Raul são os protagonistas principais que lhe dão vida e que se divide em três fases distintas – A vida privada de cada um deles antes de lhes ter sido detetado um carcinoma, as suas visitas à sala de espera do hospital de oncologia (Sala do Tempo Parado) onde vão aguardando a sua vez para o tratamento de radioterapia e, os seus percursos de vida posteriores aos tratamentos, os quais, face à grande amizade que, entretanto, alguns, vão estabelecendo entre eles, manter-se-ão interligados nos episódios que se seguem, aliás repletos de acontecimentos.
Trata-se de um romance bem estruturado que, quer pelo tema versado quer pela mensagem de esperança no seu conteúdo, prende o leitor do princípio ao fim.
Parabéns, portanto, ao Autor por esta obra literária.
Henrique Padinha
Bancário
Almada
4 de Julho de 2016 por Docarmo

Sobre esta obra, achei a narração muito bem sistematizada e ordenada sequencialmente, de maneira perfeitamente consequente. Gostei da qualidade literária no que respeita à parte descritiva, com as situações e os ambientes bem observados e caracterizados. No que se refere à parte psicológica, gostei da descrição e avaliação dos comportamentos das personagens, da expressão dos seus pensamentos – como por exemplo, na fala de Rodrigo numa interpretação muito arguta do romance do escritor José Saramago – “Ensaio sobre a Cegueira” - e das oportunas considerações do (autor) a propósito de certas situações ou circunstâncias ocorridas ao longo da “história.”
De certa maneira - em meu entender - esta obra contém no fundo, algo autobiográfico numa abordagem de forma ficcionada, engenhosamente repartida por duas personagens – O Rodrigo, ao longo de toda a narrativa e, de maneira mais verdadeira, o Fernando Gonçalves, na parte final.
No que respeita aos termos linguísticos em que o texto está escrito, gostei duma certa riqueza e mesmo eloquência verbal, por vezes de forma inspirada, com certo toque de cariz poético.
Parabéns ao Autor!
Rui Alegrim Engº Eletrotécnico - Lisboa
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