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Anti-arte . experimentos em artes visuais e poesia conspiracional

Impostos e envio não incluídos
  • Autor: Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)
  • Estado: Público
  • Nº de páginas: 50
  • Tamanho: 210x297
  • Miolo: Preto e branco
  • Paginação: Colado
  • Acabamento da capa: Brilho
  • Downloads: 299
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Anti-arte? Como assim?

Numa perspectiva ampla, ilustrar é “iluminar alguma coisa.” Desde

Gutemberg, essa alguma coisa é um livro e a reprodutibilidade desse livro tinha sido garantida através dos tipos móveis criados pelo artista

gráfico alemão.

Capturar a “essência” de algo não é a questão. A questão é:

a poeticidade das ilustrações não significa nada sem um texto

que as complete. Podemos falar do lugar da ilustração em

pesquisas acadêmicas e podemos falar sobre o lugar ontológico da ilustração.

Felizmente ou infelizmente, tudo o que podemos tocar, ver, cheirar

e outras das capacidades cognitivas humanas (em linguagem

específica) tem um discurso por trás, tem um texto por trás.

Contudo, a ilustração “em si mesma” não necessita disso.

O tema é vasto e não se esgota; podemos dizer que a ilustração

necessita de um texto para funcionar, mas ela tem suas próprias

questões; por exemplo: a ilustração pode ser narrativa, informativa e... publicitária.

Embora eu não esteja fazendo arte panfletária; minha arte é um tipo

de “propaganda libertária” se isso existe ou existia. Não obstante, eu não estou atrelado a nenhuma corrente da assim chamada linha anarquista ou da corrente ortodoxa socialista e não, não estou

atrelado a nenhuma corrente direitista ou centralista.

Eu sou um artista visual e minha arte (ou anti-arte) é neoísta, conspiracional, neodadaísta ou qualquer coisa que você queira chamar, nada mais e nada menos.

Interferências em pseudo-ready-mades, mídias alternativas em pinturas digitais e poemas conspiracionais, compõem o livro que visa estabelecer diálogo entre as diversas esferas anti-artísticas do neoísmo.

Os limites entre ilustração, design gráfico e arte conceitual são estreitos quando levamos em conta que, na atualidade, a arte contemporânea chegou a um ponto sem saída, sem futuro.

As obras apresentadas neste livro correspondem às séries que

intitulei Materialidades e Vermelho Célere.

Representam minha produção artística do anos de 2008 e 2009

nessa linha conceitual.
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