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Eduardo Ramos E. Fabbri

Eduardo Ramos Ervas Fabbri é jornalista e professor de Língua Portuguesa e Literatura no Brasil. Nasceu na região do famoso pintor Cândido Portinari, em Brodowski, São Paulo, num dia 6 de fevereiro, mesma data de nascimento do Padre António Vieira. Na função de jornalista, já trabalhou em importantes emissoras de televisão brasileiras, entre elas as redes Globo, Record e SBT (onde permaneceu maior tempo), além de importantes jornais impressos, incluindo-se a Folha de São Paulo, um dos maiores do país. Atualmente é professor de Língua Portuguesa em escolas públicas.

Escreveu seu primeiro livro, um romance, há mais de 20 anos, mas preferiu deixá-lo na gaveta e não torná-lo público, pois o escrevera levado apenas pelo prazer de escrever e para aperfeiçoar sua linguagem.Ao mesmo tempo, escrevia crônicas e contos para os jornais brasileiros.

Passado esse tempo, o antigo gosto pela escrita voltou a inspirá-lo, desta vez, na literatura juvenil, com a conclusão de "Zardólia, O Segredo do Oitavo Continente", uma obra que tem como tônica a crítica à raça humana, por sua pretensão de se atribuir o título de único animal racional do planeta e, ao mesmo tempo, tomar diversas atitudes contraditórias que a rebaixam ao mais irracional ser vivo do planeta.

Como surgiu o livro "Zardólia"

A história de "Zardólia" surgiu como que num encanto, num passe de mágica, vinda do reino imaginário onde o enredo do livro está inserido, o do conto de fadas. Para escrevê-lo, ele se inspirou na narrativa de seu filho, Fleury, que à época tinha apenas dez anos de idade (hoje com doze anos).

"Nós havíamos passado uma temporada de férias na cidade de Santos, que o inspirou, e logo o menino começou a escrever os textos em seu caderno, todas as noites. No início, pensei que se tratasse de tarefas escolares mas, mas ele me disse que era um livro. Comecei a ler os textos junto com ele e me interessei pela história, que me fascinou pela sua simplicidade e originalidade. Logo, comecei a adptar o enredo, a criar personagens e situações adicionais e a entrelaçar e dar vida à trama".

Entre os questionamentos apresentados na narrativa, o autor destaca: "imagine se nós fôssemos parar em um continente habitado apenas por animais até mais inteligentes que o homem e descobríssemos que temos muito a aprender com eles? E que lá, naquele mundo, os humanos estivessem impedidos de entrar porque os animais os consideravam extremamente perigosos, destrutivos e malígnos? São algumas situações que apresento na história", comenta.

Segundo o jornalista, a escolha de Portugal para o lançamento do livro se deu principalmente porque as propostas feitas pelas editoras do Brasil não foram favoráveis. "Eu procurei uns seis ou sete grupos editoriais brasileiros, mas, os que aceitaram publicá-lo pretendiam reduzir pela metade o número de páginas para reduzir o preço de vendas, mas isso 'mutilaria' muito a narrativa.Como eu sempre sonhei um lançar uma obra na terra de Camões e Saramago, não hesitei em publicá-la por aqui. Penso que dei o primeiro passo", explica.

Fabbri morou na cidadade de Santos, região que mais aprecia no Brasil, e onde pretende retornar para viver permanentemente. Já pensou em morar em Portugal, país que sempre o fascinou, mas a vida não lhe deu esta oportunidade.